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26/11/2009

Batista: "Galvão era um jogador diferente"


Acompanhe trecho da entrevista com Batista em que ele fala sobre Mauro Galvão.


Invicto 79: Falando em maturidade, o Inter tinha um garoto de 17 anos na defesa, que era o Mauro Galvão. Era mais uma preocupação que tu tinha proteger o Galvão ou ele já era maduro o suficiente para agir naturalmente?

Batista: Não. Ele já tinha um dom natural. Apesar de novo, era um guri que fazia as coisas naturalmente, por isso que se sobressaiu. A cancha ele foi adquirindo com o tempo. Mas ele era um jogador diferente, porque geralmente tu sente as primeiras partidas e ele entrou ao natural. Claro que no início a gente protege um pouco para ver o que vai acontecer, mas aos poucos a gente vai se soltando e confiando e ele vai dando conta do recado, porque tu não pode passar um tempo muito grande protegendo um zagueiro. Vai ter horas que ele vai ter que apresentar e vai se ver individualmente com um atacante. E isso aí que a gente foi vendo, “o garoto já tá maduro, já tá esperto”. A qualidade técnica dele permitiu a ele ser titular no Inter desde cedo.

14/10/2009

Campanha invicta não tem explicação, diz Batista



Uma das maiores polêmicas envolvendo o título invicto do Inter em 1979 é a fórmula de disputa. Muitas pessoas (especialmente aquelas que gostam de diminuir as conquistas dos outros) dizem que o título só foi possível devido ao formato de disputa, que não previa um grande número de embates entre times de ponta até a fase final da competição.

Questionado sobre esse assunto, Batista não soube explicar o porquê de aquele time ter sido campeão invicto. "Eu sinceramente não tenho a explicação. Posso ter uma idéia, achar que o campeonato daquela fórmula não se repetiu mais, porque foram jogos eliminatórios. Talvez seja isso", especulou o ex-volante. "É uma coisa que foi dando certo e não tem uma explicação lógica, uma ciência exata", continuou.

Batista ainda afirmou que em nenhum momento da competição o time pretendeu ser campeão invicto. Segundo ele, a sequência de vitórias foi algo natural no início e, mais tarde, uma derrota nas fases finais praticamente representaria a eliminação do campeonato. "A gente não programou nada para ser campeão invicto, quando vimos, estávamos invicto. E depois chegou num ponto em que não podíamos perder. Se perdesse, estava fora".

Batista ainda brincou com a polêmica que envolve a fórmula de disputa daquele campeonato, chegando a sugerir a reutilização do mesmo sistema. "Era bom repetirem o Brasileiro nos mesmos moldes, porque se acontecesse de novo, ‘tá, teria um segundo’. Se não acontecesse, aí não encheriam mais o saco, 'aquele time foi campeão invicto porque era bom, vocês não conseguiram ganhar dele e então porque estão reclamando?'"