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09/10/2009

Dinamite


Como anunciamos anteriormente, o Blog Invicto 79 entrou em contato com o atual presidente do Vasco da Gama e centroavante do clube em 1979, Roberto Dinamite, para ouvir um pouco da história sendo contada pelo lado do clube derrotado naquela grande final. Após anteciparmos algumas coisas que esse grande personagem do futebol brasileiro nos disse, segue a agora a íntegra da entrevista.

Invicto 79: Como foi chegar para a decisão e enfrentar o Inter que estava invicto até então? Vocês estavam confiantes ou achavam que ia ser complicado?

Dinamite: Nós estávamos muito confiantes. Até em razão do Inter vir para o primeiro jogo desfalcado de peças importantíssimas. Nós acreditávamos muito nesse jogo do Maracanã e acho que perdemos o título ali. São coisas do futebol que você não tem como explicar. A atuação do Inter foi melhor e tava naquele dia do Chico Espina fazer os dois gols e ajudar o Inter a conquistar uma vitória difícil de ser revertida em Porto Alegre.

I79: Falando com o Benitez e ele nós falou de várias oportunidades que tu tiveste e ele defendeu.

D: É o que eu to falando, nós éramos favoritos jogando aqui no Rio. Nosso time estava bem, teve as oportunidades. Mas é aquele negócio, era o dia do goleiro e o dia do Chico Espina.

I79: O Benitez também nos falou que o responsável por te marcar individualmente foi o Batista. Tu lembras se essa marcação teve algo de diferente?

D: Não lembro. O Batista era um cara chato para caramba, no que diz respeito a marcação, de muita força. Eu acho que ele teve o mérito dele.

I79: Você acha que depois daquele primeiro jogo o título já estava decidido?

D: Não que estivesse decidido, mas você pegar o Inter naquele momento, com os jogadores que tinha, voltando jogadores titulares como o Falcão, era mais difícil. A gente esperava fazer o resultado aqui e ir para Porto Alegre criar dificuldades para o Inter, infelizmente foi o contrário.

I79: Como o Inter era visto o Inter em 79, já bicampeão brasileiro?

D: Era sempre um adversário difícil, forte. Os clubes gaúchos sempre foram times de chegada, de tradição, principalmente em Campeonatos Brasileiros. O Inter, a maioria das decisões que chegou, ele venceu. Então, tinha essa handicap e nós não conseguimos atingir o objetivo de vencer a bela equipe do Internacional.

I79: Como jogava o time do Vasco?

D: O Vasco, naquele momento, ainda jogava basicamente com dois pontas. O Inter também tinha essa formação. Acho que taticamente os times eram muito parecidos. A diferença era que os times gaúchos tinham a parte da força como referencial. Mas, ao mesmo tempo, o Inter tinha na qualidade do Falcão, e de outros jogadores, também o talento. Então, por esse motivo, eles conquistaram muitos títulos, porque tinham além da força a parte técnica de muitos jogadores.
Foto: Roberto, o terceiro agachado, diante do Beira-Rio lotado. (O Globo)

05/10/2009

Papo com Dinamite




Foi difícil, mas consegui falar com Roberto Dinamite na última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Sim, o mesmo dia em que a "Cidade Maravilhosa" foi escolhida como sede das olimpíadas de 2016.

Após uma peripécia que começou em São Januário, foi atrapalhada por uma greve dos funcionários do Vasco da Gama, o atual presidente vascaíno me recebeu com extrema boa vontade no CT Vasco Barra (esse que o clube acaba de perder na justiça) para um curto papo sobre a derrota do time que comandava em 79. "Pô, veio falar do Chico Espina, por que não fala de 74?", brincou, antes do início da entrevista.

Durante a conversa, Dinamite afirmou que o Vasco jogava todas as suas fichas no primeiro jogo da final, sabendo que seria muito difícil reverter qualquer resultado em negativo no jogo da volta, em Porto Alegre. Ele também contou que os times do Sul, nos anos 70, eram melhor preparados fisicamente do que os clubes cariocas.

Nota: após a eliminação de Chicago, dirigentes, jogadores e jornalistas já comemoravam a escolha do Rio 2016 no CT do Vasco.