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03/12/2009

A redenção de Mário Sérgio


Contestado pela torcida, Mário teve grande atuação contra o Goiás e fez o gol da vitória. O meia-esquerda explicou à equipe do Invicto 79, o porquê de sua difícil adaptação:

“O Lula, que era o meu antecessor, era um jogador de velocidade e força, muito mais compatível com o futebol gaúcho que eu. Eu era um jogador do futebol carioca, driblava, mas não tinha a velocidade do Lula e jogava voltando, trabalhando mais nas costas do meio de campo adversário. Então, essa característica minha e os resultados que o Internacional vinha conquistando no estadual, que eram ruins, fizeram com que o torcedor pegasse no meu pé”.

20/10/2009

Mário Sérgio fala à Rádio Invicto

A volta de Mário Sérgio ao Beira-Rio após trinta anos trouxe ao nosso trabalho dois ingredientes especiais. Primeiro, o de que é muito mais legal entrevistar alguém presencialmente que por telefone, além das dificuldades que por ventura poderíamos ter para encontrar o treinador. E segundo que, o Mário pode agora ser o elo entre duas conquistas, a última e a que pode vir. Vamos torcer.

No player do lado direito da página, na indefectível Rádio Invicto, está rodando um trecho da nossa entrevista, no qual Mário Sérgio fala sobre seu primeiro desembarque no Beira-Rio. O ex-meia esquerda conta sobre as dificuldades de adaptação ao futebol argentino (estava no Rosário Central) e mostra que Falcão era mais que um simples capitão que comanda a equipe dentro de campo.

14/10/2009

Inter goleia de novo fora de casa


Após golear o Sport, em Recife, por 3 a 0, o Internacional ganhou do Coritiba pelo mesmo placar na capital paranaense, confirmando a boa fase. O jornal Zero Hora destacou “um dos melhores jogos do ano” para os colorados.

Falcão, Jair, Mauro Galvão e Mário “vida de treinador é para corno” Sérgio desequilibravam a partida e logo aos dez minutos, o príncipe Jajá abriu o placar. A partida ficou equilibrada lá pela metade da primeira etapa quando a chuva encharcou o gramado do Couto Pereira.

Mas no início do segundo tempo, Jair novamente, na sua especialidade, fez 2 a 0 cobrando falta. Depois, Falcão foi expulso por trocar empurrões com o zagueiro Duílio. Mesmo sem o craque, o Internacional passou a tocar a bola, dominando a equipe que se sagrara campeã paranaense sob o comando do próprio Ênio Andrade no primeiro semestre.

Adilson, que sofrera pênalti não marcado pelo árbitro, foi quem sacramentou a goleada, aos 47 minutos do segundo tempo. Para a tristeza do goleiro Mazarópi, do já não tão Garoto de Ouro, Bráulio, e do grande treinador Elba de Pádua Lima, o Tim.

Campeonato Brasileiro 1979 – 6ª rodada
14/outubro/1979
CORITIBA 0 x 3 INTERNACIONAL
Local: Estádio Couto Pereira, Curitiba (PR)
Público: 15.340
Árbitro: Maurílio José Santiago
CORITIBA: Mazarópi, Gilson Paulino (Dionísio), Duílio, Gardel e Serginho; Toninho Moura, Bráulio, De Rosis e Luis Freire; Valtinho e Santos. Técnico: Tim
INTERNACIONAL: Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Toninho, Jair, Falcão e Mário Sérgio; Chico Espina (Mário) e Adilson. Técnico: Ênio Andrade
Foto: Mário Sérgio briga na água (fac símile de ZH do dia 15/10/1979)

08/10/2009

Uma conversa com Divino Fonseca

Cancheiro é pouco para definir o jornalista Divino Fonseca. Em 1979, trabalhava em São Paulo para a revista Placar. Ontem, nos recebeu em sua casa, na zona sul de Porto Alegre, para um papo sobre o título colorado.

Dentre as várias histórias, conta que após a semifinal contra o Palmeiras, no Morumbi, foi com Juca Kfouri, então diretor de Placar, até o vestiário alviverde. Lá estava o jornalista Roberto Avalone, o mesmo que publicara a famosa manchete "Falcão ou Mococa?". Palmeirense, Avalone dizia a Telê Santana: "Não dá o homem é o melhor do mundo, perdemos para o melhor do mundo".

No vídeo, Divino fala sobre a importância das três contratações feitas para o Brasileiro de 79: Bira, Cláudio Mineiro e Mário Sérgio.

07/10/2009

Mário Sérgio de volta, trinta anos depois


- Pô, tu ta loco, o Mário é maluco!

- O Mário não é maluco, não. Se vocês cumprirem com ele, ele é um puta profissional. Ele só é maluco quando os caras prometem e não cumprem. Mas podem trazer que eu garanto.

Foi nessa conversa entre Falcão e os dirigentes Marcelo Feijó e Gilberto Medeiros que o capitão convenceu-os a contratar Mário Sérgio, uma espécie de Edmundo de seu tempo.

O carioca Mário Sérgio Pontes de Paiva surgira para o futebol no Vitória da Bahia, conquistando a Bola de Prata de Placar por dois anos consecutivos em 73 e 74, anos em que o clube, até então com pouquíssima projeção nacional, conseguiu ficar entre os dez melhores do País. Depois de passar pelo Fluminense de Rivelino, Botafogo e Rosário Central, desembarcava em Porto Alegre.

Ao contrário do que as escalações tradicionais dizem, Mário Sérgio não jogou de ponteiro-esquerdo em 79. Segundo Falcão, o Internacional jogava com quatro homens de meio, sendo um deles o atual treinador colorado que, quando o time estava com a bola, abria pela esquerda para jogar com Cláudio Mineiro. O ataque era formado por Valdomiro (Chico Espina) e Bira.

No Internacional, Mário Sérgio provaria que Falcão estava certo ao recomendar sua contratação, sendo campeão brasileiro em 79 e repetindo o feito dos tempos de Vitória, ganhando Bola de Prata em 80 e 81.

Mas o começo não foi fácil. Em uma partida contra a Desportiva, já na segunda fase do Brasileiro de 79, Mário fora vaiado pela torcida e seria substituído por Ênio Andrade no intervalo, não fosse uma lesão sentida por João Carlos.

Após a partida, mesmo com goleada colorada, Mário saiu de campo irritado com o que acusou ser uma campanha para jogá-lo contra a torcida. Assim declarou à Zero Hora:

- Se não pararem com esta bobagem, vou resolver a coisa pessoalmente. Homem todo mundo é.

É, Falcão tinha razão. Mas os dirigentes também. O Mário é maluco.


Foto: Mário Sérgio, o 'maluco' em ação contra o Vasco (ClicRBS)