Mostrando postagens com marcador chico espina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chico espina. Mostrar todas as postagens

23/12/2009

INTER É TRICAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO



Há exatos 30 anos, numa tarde ensolarada de domingo, o Internacional dava um grande presente de Natal à sua torcida. Claro que esse era um daqueles presentes que o presenteado já sabia por antecedência o que era - graças à noite mágica de Chico Espina -, mas nem por isso milhares de colorados deixaram de ir ao Beira-Rio no dia 23 de dezembro de 1979.

Se sem Falcão e Valdomiro o Inter já havia vencido no Maracanã, não seria com a volta dos dois que levaria sustos. O futuro Rei de Roma marcaria um dos gols da partida, o segundo, mas antes viria o gol do príncipe. Aos 41 do 1º, Jair recebe a bola cara a cara com Leão, corta em alta velocidade e chuta para o gol vazio, fazendo explodir o Mar Vermelho.

No início do segundo, aos 13, Falcão faria mais um, aproveitando rebote (uma das especialidades do Inter na campanha), o quarto no placar agregado. Goleada, passeio, lavada? O Vasco ainda diminuiria, para não ficar tão chato, com Wilsinho, aos 39 do 2º, quando já não havia tempo para mais nada, apenas para o árbitro José Faville Neto apitar o fim de jogo e Bira Burro, malandramante, se antecipar a ele e roubar a bola da partida. O centroavante do tri diz ter a relíquia até hoje.

Confira um trecho da matéria "A Recuperação de Valdomiro", da Revista Invicto 79:

Recuperado fisicamente, o ponteiro jamais ficaria de fora da grande decisão. “Estava totalmente recuperado”, afirma. “Mas aqui foi fácil”. Assim como no bi, em 76, ele quase coroou a decisão com um de seus gols de falta. “O Leão, que já tinha estado comigo na Seleção, sabia que eu ia bater por cima da barreira, então eu bati colocado no canto dele. A bola bateu na trave e correu por trás dele e saiu para fora”, conta. Valdomiro não foi decisivo na grande final, mas não precisava. O seu substituto no Rio, Chico Espina, já tinha garantido o título com seus dois gols. Reconhecendo a grande ajuda de seu reserva para a conquista do título, Valdomiro pediu para Ênio colocá-lo em campo para receber a ovação da torcida. “O Chico era uma pessoa que todo mundo gostava. Quando veio para cá, era difícil porque ele quase não jogava. Eu me machucava muito pouco. Tanto é que todo o tempo que eu fiquei, o Inter quase não contratou ponteiros”, relembra o tricampeão.



23/dezembro/1979
INTERNACIONAL 2 x 1 VASCO
Local: Estádio Beira Rio, Porto Alegre (RS)
Público: 54.659
Árbitro: José Favilli Neto (SP)
Gols: Jair 41' do 1º; Falcão 13' e Wilsinho 39' do 2º;

INTERNACIONAL: Benitez, João Carlos, Mauro Pastor (Beliato), Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Jair e Falcão; Valdomiro (Chico Spina), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade.
VASCO: Leão, Orlando Lelé, Gaúcho, Ivan e Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto (Xaxá) e Paulinho; Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho. Técnico: Oto Glória.

22/12/2009

Entrevistas históricas

A globo.com publicou esta semana no Baú do Esporte vídeo rememorando a noite mágica com os dois gols de Chico Espina. Mas o mais legal do teipe são as entrevistas de Batista, João Carlos e Mauro Galvão após a partida. Confira.

21/12/2009

A noite de Chico Espina



*“Eu vi que o Mário Sérgio tinha dominado”, relata. Mário e Chico tinham combinado uma jogada no vestiário. Quando o camisa 11 dominasse a bola na meia-esquerda, o ponteiro entraria em diagonal para receber. “Só que ele não tocou a bola para mim, tocou pro Valdir Lima. E o Valdir Lima, vendo eu entrar, tocou de primeira, porque eu continuei na mesma corrida que eu tava. E eu vi que o lateral me acompanhou, e isso me tirou do impedimento”. Com o primeiro toque Chico dominou a bola. Com o segundo, colocou-a no meio das pernas de Paulo César. O terceiro serviu para ajeitá-la para a perna direita. O quarto mandou a bola no ângulo de Leão. O Inter ganhava por 1 a 0.
(...)

*Eu sai da ponta-direita e vim pro meio-campo, me movimentar um pouco pro lado-esquerdo”. Aos 11 minutos, Mauro Pastor corta com um balão uma tentativa de ataque do time carioca. “Ela sobrou para mim no meio. Eu dei pro Bira, sai cantando pneu e disse (para o centroavante): ‘mete na frente de novo’. Ele ouviu eu falar e tocou na frente. Em quatro, cinco, seis passadas eu já tava na frente do goleiro”, lembra. Cara a cara com Leão, Chico chutou cruzado para fazer o segundo. “Quando o Leão foi pular, a bola já estava lá dentro".

20/dezembro/1979
VASCO 0 x 2 INTERNACIONAL

Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 58.655
Árbitro: Oscar Scolfaro (SP)
Gols: Chico Spina 28' do 1º; Chico Spina 10' do 2º;


VASCO: Leão, Orlando Lelé, Gaúcho, Ivan e Paulo César; Zé Mário, Guina (Zandonaide) e Dudu (Paulinho); Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho. Técnico: Oto Glória.
INTERNACIONAL: Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Valdir Lima (Toninho), Jair e Batista; Chico Spina (Adílson), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade.

*trechos da matéria A noite de Chico Espina, retirado da revista Invicto 79

26/10/2009

Valdomiro fala sobre primeira partida da final



Como anunciamos no último post, o Invicto 79 conversou com o grande Valdomiro na última sexta-feira. Confira agora um trecho da conversa, em que o ex-ponteiro fala sobre como foi ficar de fora da primeira partida da final contra o Vasco, no Maracanã, e sobre o seu substituto, o iluminado Chico Espina.

21/10/2009

América-RJ segura o Inter no Beira-Rio


Após cinco vitórias seguidas, o Internacional sofreu o seu segundo revés na competição ao empatar dentro do Beira-Rio com o América-RJ por 1 a 1. Sem poder contar com Batista e Falcão, Ênio Andrade contou com Toninho e Valdir Lima para montar um esquema de marcação pressão, com o objetivo de conter o bom toque de bola da equipe carioca.

O esquema deu certo no primeiro tempo e Inter abriu o placar aos 21 minutos com um gol de Chico Espina - o primeiro dos três que marcaria na competição (os outros dois todos sabem quando foram). Contudo, o América voltou melhor para a segunda etapa, conseguindo ameaçar pelo menos três vezes a meta de Benitez antes dos 10 minutos. Enquanto isso, o Inter parecia estar contente e preocupado em apenas manter o resultado. Aproveitando a fraca atuação dos donos da casa, o América empatou em uma cobrança de falta da intermediária feita por Léo Oliveira.

Na edição do dia 22 de outubro, a Zero Hora destacou a fraca atuação de Jair, dizendo que ele parecia “desligado” durante a partida. Jajá recebeu nota 3 da ZH, foi eleito o pior em campo. Por outro lado, o jornal destacou a boa atuação do jovem Mauro Galvão, salientando que ele se firmava a cada partida e exibia grande categoria. Ele recebeu nota 8 na partida.
Um detalhe, como se vê na foto, o Inter jogou de branco nesse dia, mesmo atuando em casa. Na época, era usual o time da casa atuar com o uniforme reserva.

Campeonato Brasileiro 1979 – 7ª rodada

21/outubro/1979

INTERNACIONAL 1 x 1 AMÉRICA-RJ

Local: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Público: 33.751 pagantes
Árbitro: Hélio Cosso

INTERNACIONAL: Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Toninho, Jair, Valdir Lima e Mário Sérgio (Popéia); Chico Espina e Adilson (Mário). Técnico: Ênio Andrade

AMÉRICA-RJ: Jurandir, Uchôa, Alex, Russo, Álvaro; Merica (Léo Oliveira), João Luís, Nelson Borges; César, Silvinho e Serginho.Técnico: Ivaã Navarro
Foto: Mauro Galvão (deitado) disputa bola com Nelson Borges (Fac símile de ZH do dia 22/10/79)

28/09/2009

Eu estava lá

Encontrei o Chico Espina na fila de um restaurante, sexta-feira à noite. Apesar de o termos entrevistado há quase um mês, ele prontamente se lembrou de mim e cobrou:

- Ó não se esqueçam de mim, quando tiver pronto eu quero uma revista.

- Pode deixar.

Apresentei meu pai para o Chico. O velho morava no Rio, em 79. Assistiu no estádio a grande partida da vida dele.

- Eu tava no Maracanã naquela noite.

- Bah, aquele jogo foi... – faltaram palavras pro ponteiro-direito e eu me emocionei.

24/09/2009

Artilharia colorada

Como mostramos ontem, o príncipe Jajá foi o artilheiro do Internacional no Brasileirão de 79. Dos 41 gols assinalados para o Colorado, ele foi responsável por 10. O resto do elenco colorado balançou as redes 29 vezes.

Bira, contratado no início do campeonato para ser a referência do time na competição, aparece em segundo na tabela de artilheiros colorados com 8 gols marcados. O gol mais importante de Bira na competição foi marcado contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, na fase quartas-de-final.

Com 6 gols, Falcão foi o terceiro artilheiro do Inter em 79. Apesar de marcar poucas vezes durante a primeira fase da competição, Falcão balançou as redes duas vezes contra o Palmeiras, em São Paulo, na primeira partida da semifinal. Após ficar de fora da primeira partida da final, ele voltaria a marcar o último gol do Inter no campeonato, na vitória de 2 a 1 sobre o Vasco, no Beira-Rio.

No entanto, ninguém supera Chico Espina na relação gols importantes por gols marcados. Antes de marcar duas vezes na primeira partida da final contra o Vasco, no Rio de Janeiro, Chico Espina tinha balançado as redes apenas uma vez nas suas demais 15 participações no campeonato.

Confira os demais artilheiros:

Adílson – 3 gols
Valdomiro – 2 gols
Mário Sérgio – 2 gols
João Carlos – 2 gols
Batista – 1 gol
Mário – 1 gol
Mauro Pastor – 1 gol

Se você somou os 10 gols de Jair com os 29 do restante do elenco e ficou se perguntando onde foram parar os outros dois gols assinalados para o Inter em 79, eis a resposta: um gol contra feito por Casagrande, do Figueirense, e um gol marcado para o Inter na vitória de W.O sobre o Atlético-MG, na fase quartas-de-final.